Pergunte a qualquer professor de escola pública o que mais interfere no desempenho de seus alunos e as respostas serão variadas: falta de atenção, ausência familiar, condições socioeconômicas precárias. Raramente alguém menciona saúde bucal. Mas dentistas, pediatras e especialistas em desenvolvimento infantil sabem algo que o debate educacional convencional ignora: crianças com problemas dentários não tratados chegam à escola em desvantagem que vai muito além do desconforto físico.
Eloizo Gomes Afonso Duraes incluiu atendimento odontológico na Fundação Gentil Afonso Duraes porque compreendeu essa conexão com uma clareza que poucas políticas públicas demonstraram.
Dor crônica e aprendizado comprometido
Uma criança com dor de dente crônica, com abscesso não tratado ou com inflamação gengival persistente está operando sob estresse fisiológico constante. Seu sistema nervoso está ocupado processando sinais de dor que competem diretamente com qualquer esforço de concentração e memorização. Pedir a essa criança que aprenda matemática ou pratique leitura é como pedir a um adulto que resolva um problema complexo enquanto sofre de dor intensa: possível em teoria, mas extraordinariamente mais difícil na prática.

Para crianças de famílias vulneráveis, esse estado de dor crônica não tratada é comum, não excepcional, porque o acesso a tratamento odontológico no sistema público é limitado e o particular é financeiramente inviável. Eloizio Gomes Afonso Duraes identificou esse obstáculo silencioso ao aprendizado e o removeu ao incluir atendimento odontológico no portfólio da Fundação.
O sorriso que muda a relação com o mundo
Além da dor, há outra dimensão da saúde bucal que afeta profundamente crianças em fase de desenvolvimento: a estética. Uma criança com dentes em má condição tende a sorrir menos, a falar com menos desenvoltura e a interagir com mais timidez em contextos sociais. Esse recuo tem consequências sobre a participação em sala de aula, sobre a construção de amizades e sobre a formação de uma autoestima positiva, que é fundamental para o desenvolvimento saudável.
Eloizo Gomes Afonso Duraes compreendeu que cuidar da saúde bucal das crianças atendidas era, indiretamente, investir na qualidade de tudo o mais que a Fundação oferecia. Uma criança saudável, que sorri com confiança e fala sem constrangimento, aproveita mais o reforço escolar, engaja-se mais nas atividades de teatro e coral e apresenta resultados melhores em todos os programas simultaneamente.
Uma política que o SUS ainda não universalizou
O fato de que atendimento odontológico regular para crianças ainda não é universalmente garantido pelo sistema público de saúde no Brasil torna a iniciativa de Eloizio Gomes Afonso Duraes ainda mais relevante. Ao preencher essa lacuna dentro de um projeto educacional e social mais amplo, a Fundação Gentil Afonso Duraes demonstra o que é possível quando iniciativa privada e visão social se combinam com inteligência e comprometimento genuíno.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

