Governo aguarda validação por parte da Anvisa para iniciar a imunização de todos os brasileiros; Pazuello afirmou aos governadores que já elaborou a logística de distribuição nacional das vacinas, que será apresentada em breve

A data oficial ainda não ficou definida. Porém, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello prometeu dar início a vacinação em massa contra a covid-19 no final de fevereiro do ano que vem. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira, 8 de dezembro, durante reunião com governadores. Pelo menos 100 milhões de doses do imunizante, desenvolvimento pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford já estão garantidos. Quinze milhões chegam ao país em janeiro.

A reunião virtual foi de cobrança dos governadores ao ministro. Os chefes dos executivos estaduais exigiram um plano de vacinação robusto, que contemplem diversas vacinas e não apenas uma, como o Governo Federal vem apostando. Durante o encontro, Pazuello disse aos governadores que 8,5 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Pfizer e que começou a ser aplicado nesta terça-feira no Reino Unido também deverão chegar no primeiro semestre.

Entre as sugestões encaminhadas ao ministro, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sugeriu que a pasta crie um cronograma para recebimento e distribuição dos insumos aos Estados.

Na reunião, o governador de São Paulo, João Doria, questionou Pazuello sobre a polêmica com a vacina chinesa CoronaVac, que começará a ser aplicada a partir do dia 25 de janeiro, no estado paulista. Segundo o governador, a vacina chinesa não recebeu nenhum investimento federal e nem aprovação, até o momento, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O que difere a condição de privilegiar duas vacinas em detrimento de outra vacina? É razão de ordem política, ideológica ou é falta de interesse em disponibilizar mais vacinas?”, questionou Doria.

Em resposta, Pazuello afirmou que não descarta a compra, mas que o negócio só será fechado após o registro do produto pela Anvisa e se houver demanda. Ele disse que o preço do produto também será considerado. “Todas as vacinas que tiverem sua eficácia e registros da maneira correta na Anvisa, se houver necessidade, vão ser adquiridas. O presidente Jair Bolsonaro já deixou isso de forma clara”, disse Pazuello.

De acordo com o ministro, o registro das vacinas deve demorar mais 60 dias. “Se tudo estiver redondo, teremos o registro efetivo da AstraZeneca no final de fevereiro, dando  início à vacinação”, afirmou. 

Foto: Aurélio Pereira/MS