A 51ª rodada do mapa de Distanciamento Controlado do Rio Grande do Sul segue todo na cor preta. Mesmo com melhora nos índices analisados, o nível de contágio e a ocupação de leitos de UTI ainda seguem em patamares elevados. Essa será a nona semana consecutiva na bandeira preta. A classificação foi divulgada na sexta-feira, pelo governo e tem vigência até o dia 3 de maio. Apesar da decisão, todas as regiões poderão adotar protocolos até o nível da bandeira vermelha.

Conforme os dados do Comitê de Crise, o número de internados por Covid-19 em leitos clínicos caiu cerca de 12% e em UTIs houve redução de 10% nas internações. O número de registros de óbitos reduziu 24% em relação à semana passada.

Mesmo com a melhora em indicadores da pandemia, todo o RS ficou na bandeira preta devido à trava de segurança do modelo que coloca as regiões nessa cor mesmo que alguma tenha ficado com a média mais baixa. A salvaguarda da bandeira preta é acionada quando a relação entre leitos de UTI livres e ocupados por pacientes de Covid-19 baixa de 0,35. Nesta rodada, o índice ficou em 0,25.

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Com uma média de ocupação de leitos de UTI de 85,5%, o Estado tem 2.010 pacientes suspeitos e confirmados com Covid-19 em unidades de terapia intensiva. Em 9 de fevereiro, havia 961 internados. O número atual, portanto, ainda é mais que o dobro do que foi registrado no atual pico da pandemia. Para comportar o aumento, ao longo do período de maior pressão do sistema hospitalar houve tanto expansão, com mais 713 leitos, quanto redução, de cerca de 200 pacientes não-Covid.

O mapa divulgado nesta sexta (23) já é definitivo, sem possibilidade de envio de pedidos de reconsideração, devido à gravidade do cenário. Também segue suspensa a Regra 0-0, a partir da qual municípios sem registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias poderiam adotar protocolos de bandeira imediatamente inferior. A cogestão regional, por sua vez, está permitida.