A fama da cerveja alemã percorre, há muitos anos, lugares para além de sua fronteira. O empresário Silvio Luis Leardini, especialista em cervejas artesanais, nos conta no artigo de hoje como a cultura cervejeira germânica contribuiu para moldar e inspirar a fabricação da bebida ao redor do mundo.

Talvez não seja de amplo conhecimento, mas a cerveja é a bebida preferida dos alemães – cada um consome em média 110 litros por ano. Mas, ao contrário do que pensam, os germânicos não inventaram a cerveja, porém se orgulham da perfeição de sua fabricação, uma vez que a história da bebida pode se confundir com a do próprio país, tornando suas características únicas.

Silvio Luis Leardini diz que a tradição alemã em cerveja se dá por meio de uma lei, que completou mais de 500 anos, implantada em 1516, que surgiu com o propósito de preservar a pureza da bebida. Esta lei era conhecida como Reinheitsgebot e permitia que na fabricação só tivesse o malte da cevada, água e lúpulo, para evitar inconstâncias no sabor. Mas e a levedura? Esta última foi inserida anos mais tarde, porque não tinha sido descoberta ainda. Entretanto, a história da tradição cervejeira vai muito além.

Historicamente, os germânicos fabricavam suas próprias cervejas em casa e a responsabilidade disso era das mulheres. Porém, com a chegada dos mosteiros e a comercialização da bebida, os homens assumiram o papel da produção. Foi a partir do fim da Primeira Guerra Mundial que o país passou a seguir as normas da, então, Comunidade Económica Europeia. No entanto, muitas cervejeiras nunca deixaram o método de produção tradicional, o que confere a tradição à cerveja alemã.

Silvio Luis Leardini comenta que as novas normas permitiram com que alguns cervejeiros tivessem mais liberdade criativa, o que proporcionou as mais de 5 mil cervejas entre as 1300 cervejarias do país. Segundo o site da Federação das Cervejarias Alemãs, um visitante poderia passar 13,5 anos na Alemanha provando e apreciando uma nova cerveja por dia.

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