A cirurgia consiste na retirada da próstata, uma glândula do sistema reprodutor masculino responsável pelo enriquecimento do semen e fundamental para a fertilidade do homem, das vesículas seminais e dos linfonodos pélvicos, nos casos de a doença estar em maior risco. O Doutor Marco Antonio Fortes explica que o termo prostatectomia proveniente do grego, que significa tomos – pedaço cortado e retirado – é usado para descrever o processo cirúrgico de remoção da próstata. Quando o problema se limita às glândulas, essa tecnologia pode combater com eficácia o câncer de próstata nos estágios iniciais da doença. Na prostatectomia simples ou radical, a principal abordagem cirúrgica é a prostatectomia aberta, que é um método convencional, e a cirurgia minimamente invasiva é realizada por meio de laparoscopia e cirurgia robótica de próstata. Veja alguns tipos a seguir:

  • Cirurgia aberta de próstata: o método mais tradicional é a prostatectomia aberta, na qual o cirurgião faz uma incisão para remover a próstata e os tecidos adjacentes. Na prostatectomia laparoscópica, o cirurgião fará pequenas incisões e inserirá instrumentos especiais nessas pequenas incisões para remover a próstata. Todo o processo é controlado pelo painel de controle para mover com precisão o braço mecânico da ferramenta fixa. Nos últimos anos, o uso dessa tecnologia se generalizou, com resultados semelhantes aos métodos abertos.
  • Prostatectomia transvesical – PTV: foi a primeira modalidade de tratamento para o HPB (Hiperplasia Prostática Benigna), nesse método, o urologista faz um corte na bexiga para chegar à próstata. Lá, a próstata é penetrada por dentro, o que ajuda a remover o tecido em crescimento. A PTV também pode ser realizada por laparoscopia e robôs.
  • Prostatectomia radical robótica: a cirurgia mais moderna de hoje é realizada por tecnologia robótica, uma cirurgia minimamente invasiva que traz muitos benefícios aos pacientes. Essa técnica cirúrgica tem o potencial de reduzir o risco de sequelas, como incontinência urinária e ereção. O Mestre e Doutor em Urologia Marco Antonio Fortes explica que em comparação entre a cirurgia robótica e outros tipos de cirurgia de câncer de próstata os pacientes submetidos à cirurgia robótica mostram maior probabilidade de ter ereções e menos probabilidade de incontinência urinária. Esses resultados podem ser obtidos principalmente devido à maior precisão do processo. O uso da visão 3D permite visualizar melhor a estrutura a ser operada, e o movimento fino do gabarito robótico proporciona ao cirurgião mais flexibilidade e precisão.

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