Segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim destaca que o crescimento urbano sustentável depende diretamente da integração entre engenharia e planejamento territorial. Em cidades que se expandem de forma acelerada, obras mal planejadas tendem a gerar congestionamentos, sobrecarga de serviços públicos e ocupação desordenada do solo. Já projetos bem estruturados funcionam como instrumentos de organização do território e melhoria da qualidade de vida.
Planejamento territorial como base da infraestrutura urbana
O planejamento territorial define onde e como a cidade deve crescer, enquanto a engenharia transforma essa diretriz em soluções concretas. Sistemas viários, redes de saneamento, equipamentos públicos e infraestrutura de energia precisam ser pensados de forma integrada para atender tanto às demandas atuais quanto às futuras.
Quando obras são projetadas considerando densidade populacional, mobilidade, uso do solo e características ambientais, o resultado é uma cidade mais funcional, com menos conflitos entre áreas residenciais, comerciais e industriais.
Mobilidade urbana e ordenamento do espaço
A mobilidade é um dos aspectos mais visíveis do impacto da engenharia no planejamento urbano. De acordo com Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, projetos viários bem concebidos reduzem gargalos, distribuem melhor os fluxos de tráfego e incentivam o uso de diferentes modais de transporte.

Viadutos, corredores de ônibus, ciclovias e sistemas de integração modal organizam o deslocamento das pessoas e contribuem para o desenvolvimento equilibrado das regiões. A engenharia, nesse contexto, atua como ferramenta de ordenamento e não apenas de construção.
Infraestrutura como indutora de desenvolvimento
Obras públicas têm forte poder indutor sobre a ocupação do território. Conforme observa Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a implantação de infraestrutura atrai investimentos privados, valoriza áreas e estimula novos empreendimentos. Quando esse processo ocorre sem planejamento, surgem desequilíbrios urbanos. Quando é conduzido de forma estratégica, promove desenvolvimento ordenado e inclusivo.
Saneamento, drenagem urbana e redes de energia bem distribuídas reduzem riscos ambientais, melhoram condições sanitárias e fortalecem a resiliência das cidades.
Engenharia voltada ao longo prazo
Planejar cidades exige visão de futuro. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim ressalta que obras urbanas devem ser projetadas para durar décadas, considerando crescimento populacional, mudanças climáticas e evolução tecnológica. Materiais adequados, dimensionamento correto e manutenção planejada garantem que a infraestrutura continue atendendo às necessidades da população ao longo do tempo.
Ao unir engenharia e planejamento territorial, cidades deixam de reagir a problemas e passam a se antecipar a eles. Obras bem projetadas organizam o crescimento urbano, promovem eficiência, reduzem desigualdades e criam ambientes mais seguros, acessíveis e preparados para o futuro.
Autor: Mikhail Vasiliev

