O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) avançou pelo quarto mês consecutivo em julho e registrou 123,1 pontos, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgada nesta quarta-feira (27). Há dois anos, em meio ainda ao início da pandemia, o indicador marcou 69,3 pontos.

Na classificação de investimentos, as empresas se mostraram com uma forte intenção de contratar mais funcionários. O índice subiu 7% no ano e 77,2% dos comerciantes pretendem ampliar seu quadro de colaboradores nos próximos meses.

A amostra do Icec é composta por aproximadamente seis mil empresas de todas as capitais do país e os índices apresentam dispersão entre zero e 200 pontos, sendo 100 pontos o nível base de satisfação.

Segundo o levantamento da CNC, o segundo semestre do ano vai carregar incertezas por conta dos juros altos, inflação e do processo eleitoral.

Porém, a demanda por mão de obra no setor deve ser puxada pelos impactos dos pagamentos do Auxílio Brasil e das datas comemorativas, como Dia das Crianças e Natal.

“Com a dinâmica positiva esperada para as vendas no varejo, impulsionadas pelo reforço na renda das famílias com novo aumento de 50% no Auxílio Brasil, o comércio já enxerga a necessidade de mais funcionários”, diz o estudo.

No dia 20 de julho, o governo publicou uma portaria que regulamenta o aumento de R$ 200 do Auxílio Brasil, que foi para R$ 600 mensais. O valor adicional será pago em agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro.

No quesito condições atuais da economia, segundo a CNC, o resultado ficou em 92,3 pontos, abaixo do índice de satisfação, mas com um aumento de quase 31% neste ano.

O estudo apontou que os lojistas com o maior otimismo em julho foram os do ramo de vestuário, tecidos, acessórios e calçados. Nesse grupo foi registrado um aumento da confiança de 1,4% em relação ao mês anterior e 38% em comparação a julho de 2021.

O segmento de tecido e vestuário também foi o que somou maior evolução no volume de vendas, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. No acumulado de janeiro e maio, houve uma alta de 23,9%.

A CNC aponta que a retomada do consumo represado pela pandemia e as medidas de sustentação da renda explicam o desempenho positivo das vendas no varejo este ano.

A pesquisa ainda colocou o setor de eletro, eletrodomésticos, veículos, materiais de construção e ótica em segundo lugar na perspectiva da confiança dos comerciantes. Em terceiro lugar ficou a área de supermercados, farmácias e perfumarias.

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